Mitos e Fatos sobre a Maconha

Durante toda história da relação dos seres humanos com a maconha e até os dias de hoje, diferentes lendas, mitos, superstições e crendices foram criadas em torno da erva e dos mais variados aspectos relacionados com o seu consumo. Alguns desses mitos foram abandonados e poucas pessoas levam eles a sério na atualidade, porém outros continuaram fortes até os dias de hoje e seguem sendo utilizados como argumentos inclusive em debates sobre o tema. Neste artigo vamos falar a respeito dos principais mitos a respeito da maconha que existem na atualidade. Também vamos falar a respeito de alguns fatos importantes pouco conhecidos a respeito da erva, ou que são considerados um mito entre os usuários e defensores da legalização.


Por ser proibida a maconha faz mais mal do que álcool, tabacos e remédios – MITO ou FATO?

MITO – A proibição de algumas plantas e substâncias psicoativas nada tem a ver com os riscos que oferecem à saúde dos consumidores ou com o que diz a ciência a respeito de uma ou outra dessas drogas. Muitos cientistas de variadas áreas do conhecimento têm demonstrado que não se pode levar em consideração somente os aspectos dos efeitos farmacológicos para avaliar os riscos ou danos que uma substância pode causar à saúde de uma pessoa. Fatores emocionais, sociais, culturais, dentre outros devem ser levados em consideração também para determinar o impacto de uma experiência com qualquer droga. Se estivermos analisando não apenas um episódio de uso, mas um hábito de consumo, as variáveis são ainda maiores. No entanto, mesmo se levarmos em consideração apenas o que dizem as ciências da farmacologia, química ou medicina a respeito desses “riscos ou danos”, a cannabis é de longe muito mais segura do que drogas lícitas como álcool, tabaco e alguns medicamentos. O que de fato diferencia qual postura política é adotada com relação ao consumo de uma ou outra substância é a cultura do país em questão e isso podemos ver claramente estudando tanto o passado distante e a relação dos seres humanos com diferentes drogas e plantas quanto analisando as relações políticas que originaram a perseguição ao uso de algumas drogas no início do séc. XX. Também podemos ver isso em análises mais detalhadas das políticas e leis sobre drogas das diferentes sociedades existentes atualmente. Vamos dar alguns exemplos:


Em países de cultura árabe e hindu o uso de bebidas alcoólicas é socialmente mal visto e bastante recriminado. Em alguns isso é tão forte que a prática chega a ser criminalizada. Por outro lado o consumo de derivados de cannabis e outras drogas de origem vegetal, como café e khat, é socialmente aceito. Muitos grupos culturais inclusive fazem uso religioso da erva. A Índia, por exemplo, jamais criminalizou o uso espiritual da ganja, nome dado à cannabis pelos devotos de Shiva há milhares de anos. Já nos EUA e em outros países do ocidente que são mais influenciados pela cultura de moral judaico-cristã,  surgiram movimentos que buscam criminalizar o consumo álcool e de algumas drogas a partir do início do séc. XIX. Quase um século depois do surgimento desses movimentos nos EUA eles conseguiram proibir o consumo e comércio de bebidas alcoólicas, que ficou criminalizado de 1920 a 1933, tendo como resultado apenas o fortalecimento do crime organizado que passou a lucrar com o contrabando de álcool, período no qual surgiram gangues famosas, entre as quais a de Al Capone. A pressão popular acabou obrigando os políticos a modificarem as leis e a legalizarem as bebidas alcoólicas novamente. O Brasil também teve movimentos sociais e políticos que tentaram criminalizar o consumo do álcool e de algumas drogas, que se fortaleceu no início do séc. XX, porém não obteve sucesso em proibir as bebidas alcóolicas e passou se concentrar mais na maconha e nos chamados à época “vícios elegantes” (cocaína, éter, morfina e ópio).


Se formos considerar então os danos à saúde e das mortes causadas pelo consumo de álcool, tabaco ou medicamentos e comparar com os mesmos dados relacionados com o uso da cannabis certamente a erva vai ser considerada mais segura.


A maconha é “porta de entrada” para outras drogas – MITO ou FATO?

MITO – E esse é um dos mitos mais antigos, duradouros e preconceituosos com relação ao consumo de maconha. É difícil precisar a origem deste mito ou quando ele começou a ser usado para a maconha, já que ele também costuma ser um argumento comum usado contra diversos outros comportamentos considerados “desviantes” pelos empresários morais da sociedade. Há acusações pejorativas desse tipo para comportamentos sexuais, modos de vestir, de usar o cabelo e qualquer outro aspecto cultural que possa ser classificado dentro de alguma “normatividade” na qual aqueles que não comungam dos mesmos pensamentos e modos de agir, possam ser qualificados de “desviantes da norma”. Afinal, quem nunca ouviu a expressão “começa desse modo e daqui a pouco está...” sendo usada em algum contexto discriminatório no qual alguém tentou impor o caminho que escolheu para seguir na vida como mais corretos que o dos outros? Sobre esse tipo de argumento o músico Keith Richards, declaradamente usuários de diferentes drogas uma vez, quando perguntado o porque de ter começado a consumi-las e qual foi a sua “porta de entrada” ironizou, afirmando que tudo começou por causa do leite do peito de sua mãe ainda quando recém-nascido.


Tudo indica que são múltiplos os fatores que determinam se e quais drogas uma pessoa consumirá ao longo da vida. Depende muito mais de fatores culturais, sociais, políticos e econômicos do que dos efeitos farmacológicos ou psicoativos da maconha ou de quaisquer outras drogas. Um exemplo é o modo como diversos medicamentos que podem causar dependência são utilizados atualmente em contexto terapêutico e não necessariamente induzem os pacientes a adquirirem o hábito de consumir outras drogas. E isso não é uma novidade, pois até serem proibidas no começo do séc. XX, diversas “drogas” eram vendidas nas farmácias e consumidas de forma terapêutica bastante controlada sem por isso induzir o consumo de álcool ou outras substâncias. Extratos de maconha, medicamentos à base de cocaína, morfina, dentre outras substâncias atualmente consideradas “drogas perigosas” eram compradas e consumidas tão facilmente por grande parte da população da mesma maneira que hoje utilizamos ibuprofeno, aspirina ou extrato de maracujá.


Em alguns países onde há regulamentação a maconha é vendida em estabelecimentos que podem oferecer apenas a erva. Na Holanda, por exemplo, são proibidos de vender inclusive álcool ou tabaco. Quando regulamentou a maconha ainda na década de 1970 os holandeses tinham como objetivo afastar os consumidores das outras drogas como a meta principal. Hoje, décadas após a implantação desta política a Holanda mantém em níveis estáveis a quantidade de pessoas que utiliza maconha no país e consegue diminuir ano a ano o número de usuários de drogas pesadas (morfina, heroína etc). Já nos países onde a maconha é proibida os usuários têm acesso à erva apenas através de traficantes que, em geral, também oferecem outros tipos de drogas. Isso tudo nos leva a concluir que é justamente a proibição, a falta de regras, que faz com que somente criminosos tenham monopólio do mercado e possam vender o que querem, da maneira que querem, oferecendo todas as drogas possíveis, no mesmo “balcão”.


Além disso existem diferentes estudos mostrando o potencial dos princípios ativos da cannabis no tratamento da ansiedade e da síndrome de dependência. Algumas experiências têm revelado a cannabis como poderosa aliada no tratamento de casos dependência de cocaína e opiáceos. No Brasil um estudo revelou que muitos usuários de crack conseguem diminuir o consumo da droga e até mesmo para totalmente com o auxílio do uso de maconha. Alguns estudos também têm revelado o potencial terapêutico do fitocannabinóide CBD especificamente para essas aplicações, inclusive no tratamento de dependência de maconha.


Maconha pode causar dependência – MITO ou FATO?

FATO – Como toda droga ou substância psicoativa utilizada para fins recreativos a cannabis pode sim causar dependência em seus usuários. Para psicólogos, psiquiatras e outros profissionais de saúde os critérios para identificar e diagnosticar a síndrome de dependência de cada droga são diferentes, mas têm aspectos semelhantes. Na verdade não existe um padrão fixo universal de comportamento no qual alguém possa ser encaixado para ser diagnosticado como dependente de algo. Para se diagnosticar alguém como em dependência é preciso avaliar caso a caso. Porém a dependência do uso exclusivamente de cannabis é mais facilmente tratável devido ao fato dos efeitos da sua abstinência serem muito mais leves do que o de outras drogas. Diferentes estudos estimam as taxas de dependência que oscilam de país para país, o que sugere que esse fator também seja influenciado por fatores culturais e também que os critérios para considerar o que seja “dependência” varie de uma pesquisa para outra. Em média, algo entre 3 a 10% das pessoas que consomem cannabis podem desenvolver síndrome de dependência.


A cannabis está ficando mais potente – MITO ou FATO?

FATO – Como ocorre com todos as plantas e animais com as quais se relaciona o ser humano também tem tentado controlar as características da cannabis e melhorá-las. Calma, por enquanto não há notícias de nenhuma empresa produzindo cannabis transgênica (misturando genes de cannabis com o de outra espécie vegetal, animal ou de outro tipo de ser vivo). O que os criadores têm feito são apenas procurando as plantas das linhagens com as características que deseja, isolando tais características e através de cruzamentos selecionados, formando novas linhagens. Nessas novas linhagens eles buscam isolar algumas características especiais que a cannabis não apresentava com frequência na população naturalmente, mas guardava potencial genético para tal. É o mesmo procedimento realizado pelo ser humano já há algum tempo com outras plantas. É buscar uma característica genética que a planta já tem, explorar seu próprio potencial e usar somente as plantas que tenham essa determinada caraterística.

De fato, a produção de inflorescências, resina, fitocannabinóides e terpenos dependem de dois fatores principais: Características genéticas da planta e das técnicas e cuidados empregados no cultivo. Quanto mais os seres humanos aprendem a respeito da cannabis, desenvolvem o conhecimento a respeito do seu cultivo e das técnicas a serem usadas, melhores têm sido os resultados das colheitas. Porém, alguns pesquisadores afirmam que qualquer linhagem de maconha, quando bem cuidada e submetida a uma seleção mínima, poderá produzir muitas flores e grandes quantidades de resina.


Os produtores de sementes de cannabis nos primeiros anos focaram seus esforços em aumentar o potencial de produção de THC nas plantas, porém logo viram que esse tinha um limite e que este não podia ser ultrapassado muito mais. Além disso, perceberam que a quantidade de THC também não era o principal fator para os consumidores escolherem uma planta e muitos inclusive demandavam outros princípios ativos, ou preferiam doses menores de THC. Aos poucos, passaram a desenvolver novos híbridos de cannabis e hoje têm investido muito mais em propriedades como aroma, sabor, controle da variabilidade dos fitocannabinóides, cores e formatos das inflorescências e, é claro, na produtividade das plantas.

Maconha não tem propriedades medicinais, isso é desculpa para legalizar uma droga recreativa – MITO ou FATO?

MITO – Esse é um mito relativamente recente na história humana, já que a maconha foi proibida a menos de 100 anos e antes desse período nenhum dos seus usos havia sido criminalizado. É um mito baseado no total desconhecimento a respeito da história da humanidade e de como a maconha foi uma importante matéria-prima em diferentes períodos e também ignorância a respeito do conhecimento científico sobre os usos medicinais dos seus princípios ativos.

A maconha foi uma das primeiras plantas descobertas como útil e domesticada pelos seres humanos, há mais de 12 mil anos. Sempre fizemos dela diferentes usos, nas mais variadas civilizações e sociedades e a maior parte dos usos da planta sempre foram das partes não-psicoativas (fibras e sementes), ainda que sempre tenha havido uma ampla utilização das suas propriedades medicinais. O registro escrito mais antigo do uso medicinal da maconha tem cerca de 5000 anos e trata-se da primeira farmacopeia conhecida, escrita na China. Quando ela foi proibida no Brasil em 1932, médicos e farmacêuticos fizeram reclamações a respeito de como a medida iria prejudicar o acesso a uma ampla variedade de medicamentos. Nos EUA ocorreu o mesmo quando ela foi proibida em 1937. Podemos dizer, portanto, que a luta pela legalização do uso medicinal surgiu junto com a sua proibição, muito antes dos movimentos pela regulamentação dos usos recreativos, surgidos na década de 1960.


Logo após a maconha ser proibida em todo mundo pelo Tratado Internacional de 1961, diversos grupos sociais começaram também a se movimentar e aderir à luta para legalizar os usos medicinais da cannabis. Em 1975 a Suprema Corte dos EUA autorizou um paciente a utilizar cannabis em seu tratamento de glaucoma, pela primeira vez após a proibição uma pessoa passou a receber do Estado erva para fins terapêuticos. Atualmente mais de 20 Estados têm leis específicas regulamentando o tema e os EUA são um dos países onde a indústria da maconha medicinal está mais avançada atualmente. Em todo mundo, desde a década de 1970, diferentes países têm regulamentando os usos medicinais da cannabis, mesmo em lugares onde o uso recreativo continua sendo criminalizado. Isso tudo deixa claro que a discussão sobre esse tema vai muito além somente dos usos recreativos da erva, ainda que muitos ativistas pró-legalização atuem discutindo todos os temas de maneira conjunta, sem fazer as devidas separações. O mais correto séria discutir a cannabis da maneira como ela é de fato, uma planta medicinal que tem diversos efeitos que podem ser utilizados por suas propriedades terapêuticas, e uma dessas suas muitas substâncias tem também o efeito de provocar sensação de bem-estar e prazer e algumas pessoas usam esse efeito de maneira lúdica/recreativa. Ou seja, a maconha é antes de tudo uma planta medicinal!


Usar maconha pode causar esquizofrenia – MITO ou FATO?

MITO – Esse é um tema alvo de bastante polêmicas e controvérsias científicas, que somente nos últimos anos conseguiram ser melhor esclarecidas após estudos que acompanharam a vida de alguns usuários por muitos anos. Diferentes estudos, utilizando variadas metodologias, têm procurado se debruçar sobre a temática e avaliar os reais riscos que a cannabis pode oferecer em termos de causar esquizofrenia, psicose ou outros transtornos à psique. Com o conjunto de informações e conhecimento recolhido por esses estudos é possível concluir que não existem dados que confirmem a relação entre o uso de maconha e o desenvolvimento de transtornos na psique. O que os estudos sugerem é que a cannabis provoca predominantemente sintomas psicóticos somente em pessoas que já têm predisposição para desenvolver a psicose ou a apresentar sintomas psicóticos mesmo na ausência do uso de cannabis. Os cientistas concluíram, portanto, que a exposição a cannabis só pode ser considerada um fator que “causa” esses transtornos quando ela está em interação com outros fatores e seu uso é feito por pessoas que têm predisposição a esquizofrenia ou transtorno psicótico, mas que ela sozinha não é suficiente para provocá-los. Isso significa que pessoas com histórico de problemas psíquicos devem evitar o consumo de maconha sob risco desenvolverem problemas.


A fumaça da maconha faz mal à saúde – MITO ou FATO?

FATO – Toda e qualquer fumaça quando inalada pode fazer mal à saúde humana. Seja ela inalada de um cigarro de tabaco ou de maconha, ou vindo de uma fogueira ou fogão a lenha, ou aquela produzida pelos carros, ônibus, fábricas etc, com as quais temos que conviver diariamente nos centros urbanos. Existem duas principais maneiras que o hábito de inalar algum tipo de fumaça pode prejudicar a saúde:

1) o contato da fumaça quente a altas temperaturas com os tecidos celulares do sistema respiratório podem causar feridas e, com o tempo, provocar câncer ou outras doenças, mesmo que a fumaça seja isenta de produtos tóxicos;

2) Os produtos tóxicos produzidos pelo processo de carbonização podem causar diferentes doenças às diferentes partes do sistema respiratório, variando de acordo com cada produto queimado, pois cada um produz quantidades e tipos específicos de tóxicos e, mesmo a cannabis que é uma planta medicinal, quando queimada, produz alguns compostos que fazem mal a saúde, como o monóxido de carbono por exemplo.


Felizmente inalar fumaça de cannabis é apenas uma entre as inúmeras maneiras de consumir os princípios ativos da planta e mesmo usuários recreativos hoje em dia têm muitas opções para reduzir os danos do consumo evitando a inalação de fumaça. Mesmo as pessoas que consomem maconha através da inalação de fumaça podem reduzir os danos resfriando a fumaça antes da inalação. Alguns artefatos podem ser usados para isso pois foram desenvolvidos para produzir fumaça sem uso de papel, muitos deles também resfriando-a antes do consumo. Alguns aparelhos, chamados vaporizadores, também aquecem a erva ou resina a uma temperatura muito específica, entre 150 e 250 graus, o necessário apenas para que os princípios ativos se volatizem em vapor, em vez de queimarem em fumaça. Quando vaporizada a cannabis não produz produtos tóxicos como na queima, liberando apenas os princípios ativos da resina.


Em países legalizados as pessoas usam mais maconha – MITO ou FATO?

MITO – Esse é mais um mito criado pelo paradigma do determinismo farmacológico, que dita que todos os comportamentos relacionados com uma determinada droga são influenciados por fatores como efeitos químicos, doses e quantidades disponíveis para uso, dentre outros. Nessa lógica, quanto mais maconha e princípios ativos disponíveis, mais as pessoas se encorajariam para consumir. No entanto, o uso de maconha como diferentes outros comportamentos humanos está conectado muito mais com o contexto sócio-cultural no qual ele é realizado do que com a substância em si e a prática tem mostrado que a reação das pessoas à legalização é bastante variada. Na Holanda, por exemplo, nos primeiros anos ocorreu um aumento no número de pessoas que afirmavam nas pesquisas que consumiam maconha. Após alguns anos esse número se estabilizou e não foi registrado um aumento no percentual de pessoas que fumam maconha no país. Em outros locais, como alguns estados nos EUA, por exemplo, não foi registrado o aumento significativo no número de usuários por conta da legalização dos usos medicinais ou recreativos. Na Holanda as taxas de uso se mantém estáveis a anos e se mantém abaixo da maior parte dos países na Europa.


Os especialistas afirmam que é natural que num primeiro momento as pesquisas revelem o aumento do número de consumidores em todos os locais, tanto porque talvez as pessoas se coloquem mais a disposição para experimentar, como porque se sentem mais à vontade para revelar que são usuárias numa pesquisa feita em contexto não-criminalizado. Seja como for, na maioria dos locais onde houve mudanças nas leis a tendência é a estabilização no consumo e, mesmo quando há essa elevação inicial não costuma ser muito grande. Além disso, quer seja maconha, álcool, tabaco ou outras mais perigosas, as melhores estratégias para controlar as taxas de consumo nunca envolver políticas criminalizantes ou totalmente proibitivas. O que temos visto ao longo da experiências dos diferentes países com relação a política de droga é que, de fato são 3 os principais fatores que mantém as taxas de uso sob controle:

1) política constante de produção e difusão de informações e educação especializada direcionada a respeito do tema;

2) regulamentação do mercado com controle e fiscalização rigorosa da produção e distribuição, com taxação específica voltada para o cuidado dos usuários;

3) restrição à propaganda e publicidade.


O maior exemplo da eficácia desse tipo de política educativa, não-proibitiva foi a regulamentação do tabaco e a política para diminuição da população tabagista adotada nos últimos anos pelo governo brasileiro. Após 25 anos de implantação de diferentes leis federais, estaduais e municipais que criaram diferentes regulamentações e restringindo especialmente a propaganda de tabaco o consumo em locais fechados, focando também em diferentes estratégias educativas, conseguimos diminuir o consumo de tabaco em quase metade, sem precisar criminalizar os consumidores ou o mercado.

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